Perda do tempo resolvendo questões bancárias pode gerar indenização ao consumidor

22.FEV.2022 João Guilherme Bujato Luz

Estamos cada vez mais acostumados a gastar longos períodos de tempo na solução de problemas referentes às instituições financeiras. Problemas muitas vezes ocasionados pelos próprios bancos.

A questão é que, não devemos ter como normais essa perda exacerbada do tempo na solução de infortúnios referentes a prestação de serviço. Então diante da perda desse tempo, o que fazer? O correto seria pleitear a compensação a título de danos morais pelo tempo perdido.

É devida a reparação pelo tempo perdido indevidamente pelo consumidor em razão de ilícitos praticados pelos fornecedores de serviços, tal entendimento é amplamente aceito e difundido nos tribunais.

Em recente decisão o 1º Juizado Especial Cível de Itacoatiara (AM) condenou duas instituições financeiras ao pagamento de R$10 mil por danos morais devido à cobrança indevida de fatura de cartão de crédito. No fundamentos da sentença, essa se valeu da teoria da perda do tempo já mencionada.

Contudo, estando nessa situação, qual deve ser a conduta do consumidor? Antes de mais nada é preciso documentar tudo o que foi feito por você na tentativa de solução do problema de forma administrativa.

Isso envolve desde visitas à agência, ligações para a instituição, e-mails trocados entre as partes, basicamente todo o tipo de contato feito para a resolução do entrave. Para provar esses contatos é necessário guardar todos os protocolos de atendimento, salvar todos os números e nunca deixar de solicitar estes caso não sejam fornecidos de pronto.

Outra forma de deixar ainda mais robusto as provas é tirar print das ligações para provar o tempo gasto em cada uma delas, juntamente com os protocolos para deixar claro que a ligação foi com a instituição.

Com toda essa documentação em mãos, o próximo passo é buscar um advogado de sua confiança para que ele possa analisar a situação e ver se, de fato, houve uma ofensa moral no caso concreto.